Quarta-feira, Janeiro 24, 2007
talvez um Porto não seja só uma bebida única e irrepetível
talvez um vinho bom não seja só o despertar sensorial
talvez uma manhã fria não seja só... uma manhã fria
talvez o tempo seja pessoal e intransmissível
talvez estejamos sonolentos na manhã mais clara
talvez estejamos ausentes nos momentos essenciais
talvez façamos pouco por nós mesmos
talvez sejamos escravos de tudo
talvez estejamos amarrados num porto aparentemente seguro
talvez possamos mudar tudo
talvez possamos partir
talvez nos queiramos perder
talvez não estejamos felizes
talvez o muito que temos seja pouco
talvez a vida seja curta e o mundo extenso
talvez sejamos ínfimos
talvez queiramos estar parados
talvez queiramos dormir
talvez seja inglória a nossa inquietação
talvez sejamos frágeis
talvez queiramos nascer de novo
talvez não valha a pena movermo-nos
talvez valha a pena abdicarmos de muitas coisas
talvez não sejamos tão criativos como pensamos
talvez não saibamos tanto quanto seria possível
talvez possamos morrer
talvez estejamos sempre a meio do caminho
talvez não seja importante ter moral
talvez o nosso relativo sucesso se deva ao nosso igualmente relativo insucesso
talvez a nossa coragem seja relativa
talvez os nossos conceitos sejam pouco abrangentes
talvez os bons momentos não cheguem
talvez os maus momentos não nos construam tanto quanto isso
talvez a nossa vida não valha nada
talvez tenhamos que procurar mais longe
talvez os espaços condicionem as almas
talvez os espaços sejam os nossos carcereiros
talvez nós sejamos carcereiros de nós mesmos
talvez pouco seja muito... ou não seja nada.
talvez um vinho bom não seja só o despertar sensorial
talvez uma manhã fria não seja só... uma manhã fria
talvez o tempo seja pessoal e intransmissível
talvez estejamos sonolentos na manhã mais clara
talvez estejamos ausentes nos momentos essenciais
talvez façamos pouco por nós mesmos
talvez sejamos escravos de tudo
talvez estejamos amarrados num porto aparentemente seguro
talvez possamos mudar tudo
talvez possamos partir
talvez nos queiramos perder
talvez não estejamos felizes
talvez o muito que temos seja pouco
talvez a vida seja curta e o mundo extenso
talvez sejamos ínfimos
talvez queiramos estar parados
talvez queiramos dormir
talvez seja inglória a nossa inquietação
talvez sejamos frágeis
talvez queiramos nascer de novo
talvez não valha a pena movermo-nos
talvez valha a pena abdicarmos de muitas coisas
talvez não sejamos tão criativos como pensamos
talvez não saibamos tanto quanto seria possível
talvez possamos morrer
talvez estejamos sempre a meio do caminho
talvez não seja importante ter moral
talvez o nosso relativo sucesso se deva ao nosso igualmente relativo insucesso
talvez a nossa coragem seja relativa
talvez os nossos conceitos sejam pouco abrangentes
talvez os bons momentos não cheguem
talvez os maus momentos não nos construam tanto quanto isso
talvez a nossa vida não valha nada
talvez tenhamos que procurar mais longe
talvez os espaços condicionem as almas
talvez os espaços sejam os nossos carcereiros
talvez nós sejamos carcereiros de nós mesmos
talvez pouco seja muito... ou não seja nada.
Terça-feira, Janeiro 09, 2007
Artaud e o seu duplo
Surgiu uma pequena e nova companhia de teatro em Vila Real - Trouxa Mouxa é o nome a fixar.
Esta companhia estreou-se no dia 5 de Janeiro com uma peça baseada na atribulada vida de Artaud - dramaturgia de Ricardo Ferreira de Almeida.
Se o facto de aparecer uma nova companhia teatral em Vila Real é um claro reflexo da dinâmica introduzida pelo Teatro de Vila Real e é bem vinda, já o desempenho dos actores na referida peça deixou muito a desejar. Um texto e uma estória tão pungente necessitava de actores mais talentosos ou pelo menos mais experientes. Poderei no entanto concordar que o desafio era extremamente difícil e talvez por isso não terá sido a melhor ideia avançar por caminhos tão pantanosos.
De qualquer forma é importante ficarmos atentos porque eles têm garra e certamente farão melhor na próxima oportunidade, para além que é uma lufada de ar fresco comparando com o trabalho que a Filandorra nos tem habituado ao longo dos anos - um tipo de teatro parado no tempo não pelos textos que escolhe mas pela utilização recorrente de soluções cénicas e dramaturgicas gastas.
Esta companhia estreou-se no dia 5 de Janeiro com uma peça baseada na atribulada vida de Artaud - dramaturgia de Ricardo Ferreira de Almeida.
Se o facto de aparecer uma nova companhia teatral em Vila Real é um claro reflexo da dinâmica introduzida pelo Teatro de Vila Real e é bem vinda, já o desempenho dos actores na referida peça deixou muito a desejar. Um texto e uma estória tão pungente necessitava de actores mais talentosos ou pelo menos mais experientes. Poderei no entanto concordar que o desafio era extremamente difícil e talvez por isso não terá sido a melhor ideia avançar por caminhos tão pantanosos.
De qualquer forma é importante ficarmos atentos porque eles têm garra e certamente farão melhor na próxima oportunidade, para além que é uma lufada de ar fresco comparando com o trabalho que a Filandorra nos tem habituado ao longo dos anos - um tipo de teatro parado no tempo não pelos textos que escolhe mas pela utilização recorrente de soluções cénicas e dramaturgicas gastas.
