20 janeiro 2006

18 janeiro 2006

Viver



uma boa parte de mim exprime a sua revolta, raiva, ansiedade, alegria e tristeza em plena condução solitária e para uma paisagem que não se me fixa no olhar.
se as experiências afectivas, emotivas e sensoriais do dia de hoje pudessem ser vividas sem que uma parte de mim não esquecesse a cada momento os acontecimentos imediatamente anteriores, talvez explodisse na exacta medida de um vulcão em erupção. Não que as experiências deste dia sejam necessariamente más, mas por serem intensas (eu assim as senti), antagónicas e contraditórias.

11 janeiro 2006





"Primavera, Verão, Outono, Inverno e... Primavera"
Kim Ki-duk
Correia do Sul, 2003

Uma perspectiva oriental sobre o ciclo da vida e a aprendizagem humana.

26 dezembro 2005

Desejos de novo ano


Yves Klein, Leap into The Void, Fotografia 35x27 cm (Foto manipulada)

23 dezembro 2005

Presentes de Natal


Tuxspo Poyo. "La diosa y el mensajero", fotografia, 122 x 180 cm, 1998. (Foto manipulada)

06 dezembro 2005

fast minds

FAST MIND
é um projecto interessante e muito aconselhável.
Diz-se que funciona subliminarmente.
Ainda não tenho prova concreta que me esteja a fazer bem, mas mal também não faz,
afinal quem não gosta que lhe digam coisas do género:
"You are beautiful"
"You are creative"
"I have to be myself"
"I create wonderful ideas"

...ainda que seja durante uma décima de segundo.

04 dezembro 2005

The Armenian Navy Band


"existem três coisas importantes na vida: ar, água e comida"
Arto Tunçboyaciyan


um momento de forte espiritualidade no Teatro de Vila Real.







mais informação aqui
MP3.1
MP3.2

02 dezembro 2005

para quê

Para quê estar atento
Para quê ver
Para quê tolerar
Para quê saber
Para quê, esse exercício completo e fútil de responder a todas as questões dentro de mim
Para quê saber tantas coisas inúteis
Para quê desculpar a mediania
Para quê ouvir toda a gente
Para quê estar sempre à espera que alguém revele coisas importantes
Para quê importar-me com a mediocridade

Afinal...
não sou psicólogo
Não sou psiquiatra
Não espero melhorar nada no mundo
Não quero ser nada
Não quero ser exemplo para ninguém

...não sou exemplo para ninguém

25 novembro 2005

borracha do tempo - aquela escultora

Seria óptimo poder apagar alguns dos dias que passam, mas certamente seria também muito cansativo e perigoso.
Talvez fosse necessário usar uma borracha tão grande e absorvente que correria o risco de me apagar a mim mesmo.
E francamente não quero, nem ignorar alguns dos dias que passam, nem desaparecer no manto obscuro de uma borracha absorvente.

03 novembro 2005

Esquecer

Esquecemos muitas vezes:
Que a nossa vida poderia ser completamente diferente;
Que o esforço que por vezes fazemos até pode ser inglório;
Que o tempo passa;
Que só se vive uma vez;
Que o que parece fazer sentido só existe em relação com os contextos;
Que tudo que fazemos nos constrói, mas que muitas vezes esta construção é uma teia que nos ameaça e escraviza;
Que somos potencialmente livres e ao mesmo tempo reféns de tantas concepções apriorísticas, que quase nunca nos surpreendemos;
Que o caminho que percorremos é apenas um caminho.


Esquecemos muitas vezes, muitas coisas, só porque não nos queremos lembrar ou saber, que outros caminhos são possíveis querendo.

22 outubro 2005

começo a descobrir aquilo que não quero e aqueles com quem vou andar de braço dado

Vou querer:
os que se inquietam com o ritmo das coisas
os que me surprendem pela espontaneidade
os que não são medianos, porque existem de uma forma única
os que não têm partido
os que se adaptam a diferentes realidades vivênciais e só as questionam no dia seguinte
os que respiram e os que se peidam, sem dizer nada
os que usam o olhar como forma suprema de comunicação
os que se revoltam e os inconformistas
os que assumem aquilo que são
os que amam sem limites
os que acreditam que a sua atitude perante o outro é uma construção individual e contagiosa
os que "usam" o que de bom existe no outro para se construirem a si mesmos
os que recusam a ser parecidos com os outros, porque são incapazes de o ser
os que se calam quando lhes parece que em volta só existe ruído
os que são convictos, mas também aqueles que o não são
os que são sensíveis às pequenas coisas em desfavor das "grandes causas"
os que se surpreendem com frequência
os que esperam... esperam algo dos outros
os que não têm ideias preconcebidas acerca de nada

Vou querer sobretudo aqueles com quem sinto um compromisso natural, uma coisa intrínseca e indizível...

15 outubro 2005

saraband

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SARABAND
(2003). Ingmar Bergman. Com Liv Ullmann et Erland Josephson

Um dos filmes que, como os grandes amores ou as grandes amizades vai estar em mim para sempre.

13 outubro 2005

o que me escapa: do reflectir até ao agir

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Gostava de poder reflectir mais esta forma de estar que é ter um blogue, alimentar o vício de me pensar e de pensar o que está em volta. Acontece que nem tudo que nos passa pela cabeça e nem tudo que me inquieta é susceptível de ser colocado aqui. O acto de colocar algo num blogue tal como outro exercício de expressão é um processo no qual o real é filtrado para dar lugar a uma outra coisa que não é apenas o testemunho do que aconteceu para se transformar num sem fim de outras coisas. Não só para nós como também para quem nos lê.
Não prometo regularidade, não prometo coisas sábias, não prometo espectáculo. Prometo estar munido da vontade de por vezes "ficcionar" o real sem o desvirtuar, já que em grande medida mais que um blogue, interessa-me o acto promíscuo de viver - o meu corpo em relação directa com as coisas.

06 outubro 2005

ruído eleitoral

Destas eleições, como de outras aliás, fica essa falta de civismo e de bom senso (duvido dos seus resultados em termos práticos) que é a poluição visual e sonora que invade até as ruas mais pacatas das vilórias mais recônditas e na qual carros alinhados em carreirinha apitam desalmadamente, e alguns para ajudar à festa, emitem ainda ruídos de péssima qualidade sonora e de gosto mais que duvidoso.
Gostava de poder entender, mas ou eu sou muito burro ou existe muito boa gente que não se dá conta do ridículo da situação. Coitados... tanto anormal encapotado sob a égide da normalidade.