Vou querer:
os que se inquietam com o ritmo das coisas
os que me surprendem pela espontaneidade
os que não são medianos, porque existem de uma forma única
os que não têm partido
os que se adaptam a diferentes realidades vivênciais e só as questionam no dia seguinte
os que respiram e os que se peidam, sem dizer nada
os que usam o olhar como forma suprema de comunicação
os que se revoltam e os inconformistas
os que assumem aquilo que são
os que amam sem limites
os que acreditam que a sua atitude perante o outro é uma construção individual e contagiosa
os que "usam" o que de bom existe no outro para se construirem a si mesmos
os que recusam a ser parecidos com os outros, porque são incapazes de o ser
os que se calam quando lhes parece que em volta só existe ruído
os que são convictos, mas também aqueles que o não são
os que são sensíveis às pequenas coisas em desfavor das "grandes causas"
os que se surpreendem com frequência
os que esperam... esperam algo dos outros
os que não têm ideias preconcebidas acerca de nada
Vou querer sobretudo aqueles com quem sinto um compromisso natural, uma coisa intrínseca e indizível...
22 outubro 2005
15 outubro 2005
saraband

SARABAND (2003). Ingmar Bergman. Com Liv Ullmann et Erland Josephson
Um dos filmes que, como os grandes amores ou as grandes amizades vai estar em mim para sempre.
13 outubro 2005
o que me escapa: do reflectir até ao agir

Gostava de poder reflectir mais esta forma de estar que é ter um blogue, alimentar o vício de me pensar e de pensar o que está em volta. Acontece que nem tudo que nos passa pela cabeça e nem tudo que me inquieta é susceptível de ser colocado aqui. O acto de colocar algo num blogue tal como outro exercício de expressão é um processo no qual o real é filtrado para dar lugar a uma outra coisa que não é apenas o testemunho do que aconteceu para se transformar num sem fim de outras coisas. Não só para nós como também para quem nos lê.
Não prometo regularidade, não prometo coisas sábias, não prometo espectáculo. Prometo estar munido da vontade de por vezes "ficcionar" o real sem o desvirtuar, já que em grande medida mais que um blogue, interessa-me o acto promíscuo de viver - o meu corpo em relação directa com as coisas.
06 outubro 2005
ruído eleitoral
Destas eleições, como de outras aliás, fica essa falta de civismo e de bom senso (duvido dos seus resultados em termos práticos) que é a poluição visual e sonora que invade até as ruas mais pacatas das vilórias mais recônditas e na qual carros alinhados em carreirinha apitam desalmadamente, e alguns para ajudar à festa, emitem ainda ruídos de péssima qualidade sonora e de gosto mais que duvidoso.
Gostava de poder entender, mas ou eu sou muito burro ou existe muito boa gente que não se dá conta do ridículo da situação. Coitados... tanto anormal encapotado sob a égide da normalidade.
04 outubro 2005
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